ATENÇÃO: Este texto contém alguns SPOILERS!
Sou fã dos Simpsons e sempre joguei os jogos lançados para a franquia. Os que mais gostei foram Bart vs Space Mutants (NES), The simpsons arcade (arcades) Simpsons Hit and Run (PS2) e Simpsons Road Rage (PS2).
Agora, com o lançamento do filme, a EA resolveu lançar uma nova aventura da família amarela de Springfield. Eu fiz a análise deste jogo para a EGM Brasil, que em breve estará nas bancas, mas por motivos de (falta de) espaço e camaradagem com o leitor, resolvi não comentar sobre várias das piadas do jogo, já que o leitor da revista não está interessado em spoilers no meio da análise.
Aqui, como é o meu espaço de falar o que bem entendo, falarei o que ficou entalado na garganta! PUTAQUEPARIU! QUE JOGO FELADAPUTA DE ENGRAÇADO! A EA pegou pesado, bateu o pé, trocou farpas com a Rockstar, mas The Simpsons game foi lançado na íntegra, com todas as paródias que queríamos ver em um jogo dos Simpsons, já que uma das características do desenho de Matt Groening é zoar com os pontos fracos alheios.
E é aí que /The Simpsons Game me conquistou. Eu adoro videogame, e ver várias zoeiras (e porque não dizer, homenagens?) à vários jogos importantes desta maravilhosa indústria do entretenimento foi muito legal. E eu rolei de rir em várias cenas!
Agora vamos ao SPOILER : Quando falei que a EA pegou pesado, eu falo sério! Teve piada para muitos jogos, de diferentes produtoras! Obviamente, algumas foram mais leves, como as da nintendo, Capcom, mas outras, foram bem pesadas e maldosas, no melhor estilo Simpson de ser.
Vamos começar pelas maldosas - Grand Theft Scratchy, o jogo violento do Comichão e Coçadinha é mania entre as crianças. Bart, por exemplo, está louco para jogá-lo e chega a comprar uma cópia mesmo sendo menor de idade, mas Marge descobre e toma o jogo de suas mãos. Revoltada como lançamento do jogo, Marge pega um gramofone e sai às ruas escalando os cidadãos de bem, como o diretor Skinner, e como não poderia faltar, Ned Flanders para detsruir todas as placas de publicidade do jogo e tentar banir o lançamento do game na cidade. E consegue. No final, o jogo é banido e Bart fica irritado. Você já viu isso alguma vez? A Rockstar também, e ameaçou “banir” de verdade o jogo da Ea caso esta brincadeira fosse lançada. A troca de farpas entre as empresas você pode ver em sites como Kotaku, mas aqui não vém ao caso. o que vém ao caso são as placas de publicidade de Grand Theft Scratchy - “Leve violência para casa”. Pior que isso, é ver um garoto na rua roubando um carro de forma IDÊNTICA ao de GTA. No jogo, a Marge fica indignada ao ver a cena pois o moleque fez aquilo porque foi influenciado pelo jogo. CARAIO!
Outra maldade (ou homenagem, sei lá) do jogo - Dizem por aí que a EA e a Sega não possuem uma relação muito amigável desde a época do Dreamcast. Pois bem, na fase fa fábrica de videogame, eles passam por vários obstáculos nitidamente chupinhados do primeiro Donkey Kong e da série Mario Bros. O detalhe maldoso porém, fica por conta de um porco espinho cabisbaixo, ao alto, vendo toda a aventura acontecer. Seria esta uma piada, mostrando que o porco espinho da Sega está na geladeira enquanto os heróis da nintendo ganharam sua homenagem? Vai saber…
Nesta mesma fase, muita coisa legal acontece. Primeiro, é ver Donkey Kong raptar o cientista, e depois, ver Mario tentando arrumar um encanamento (ele é encanador, não?). Mais legal ainda, é que se deparar com os tradicionais Warp Zones, que são exploradas de uma forma muito conhecida - entrando nos canos! E o mais feladaputa de bacana é que quando bart e lisa entram nestes canos, dá pra ouvir nitidamente o efeito sonoro de quando Mario entra nos canos de super Mario Bros. É sensacional. Esta fase está lotada de posteres de jogos, como Moral Combat, estrelando Ned Flanders e Metal Gear Soled 4, alusão ao jogo mais esperado do PS3. Os inimigos são sensacionais. Há um Ryu com cara de Liu Kang soltando hadoukens. (ele não fala o nome da magia, mas Bart grita Hadouken diversas vezes ao bater nele). Entre as frases engraçadas, o clone de ryu solta uma frase interessante “Eu não sou pacifista como o Dhalsim!”. Outro inimigo é um jogador de futebol americano com o número 94 (seria a data de lançamento do primeiro Madden para Mega Drive?). Ao bater neste jogador, ele fala “Não vou perder em casa!”.
E acreditem, há muito mais homenagens no jogo, como Medal of Homer. Eu não quero ser maldoso a ponto de comentar todas as coisas engraçadas do jogo. Apesar de que contei algumas das mais legais…=)
Além destas homenagens, The Simpsons Game possui um contador de clichês, que nada mais é do que uma zoeira sobre a mesmice de muitos jogos de aventura. Homer dá pulo duplo e o jogo avisa “Você acaba de descobrir o clichê numero 1!” Bart puxa uma alavanca que abre uma porta para Homer e o jogo volta a avisar”Você acaba de descobrir o clichê numero 2! Ao todo, são mais de 30 clichês. Eu passei batido por vários, mas como joguei a versão PS2 nem me interessei em jogar novamente. Quero esperar o jogo de Xbox 360 para ver as diferenças além dos gráficos.
O pior do jogo é a câmera. Ao menos no PS2, é a pior câmera que já vi em um jogo de plataforma. Juro! A EA cagou neste quesito…A feladaputa trava nos cenários e te impede de ver os cenários com agilidade. Pior ainda é quando o cenário fica na sua frente e você não consegue enxergar nada na tela. Aconteceu diversas vezes de eu cair de aguma plataforma pois a maldita da câmera estava focalizando a parede atrás do meu personagem. É terrível.
Tirando esta falha gritante, o jogo é sensacional. As piadas e o espirito Simpson de ser me deixou muito feliz. Eu nunc aimaginei que um dia eu tivesse uma aula de humor e sátiras tão bem feitas em um jogo de videogame. Palmas para a EA e para os Simpsons, que protagonizaram um dos mais divertidos jogos da história do videogame.